quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Chegamos ao final!

Chegamos ao final do semestre e do nosso laboratório de jornalismo! Foi uma trajetória de desafios, bastante enriquecedora.
Com surpresa deparei-me com uma disciplina de primeiro semestre, que apresenta o curso exemplarmente, sugerindo práticas nos principais meios de comunicação. Oferece, assim, uma forma de "teste" para aqueles que não estão bem certos de sua opção profissional. Aos que têm certeza da vocação, foram exercícios entusiasmantes, pois deram um gosto do que desenvolveremos ao longo da graduação. Pudemos experimentar as mídias que nos despertam interesse e romper preconceitos. Afinal, todas as mídias têm seus encantos. Até me diverti fazendo tevê!
O destaque da disciplina foi mesclar teoria e prática, com aulas expositivas, debates de textos e os laboratórios em si. Reforça que o jornalista não é apenas o sujeito de ação, que recolhe e organiza fatos, mas o sujeito de reflexão, que precisa de amplo suporte de conhecimentos e manter-se em permanente renovação intelectual. Esta concepção está presente durante todo o curso, qualificando seus egressos.
Apenas o princípio de muito aprendizado!

Boas Férias a todos!
Camila Ventura Merg

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Módulo TV

Apresentação do programa de TV ao vivo, com o convidado advogado Bernardo Amorim, especialista no tema Homoafetividade, pauta escolhida para o nosso programa. Fizemos primeiramente a entrevista com Bernardo, durante os primeiros 10 minutos, eu (Anelise Fruett), Sabrina Ribas e Júlia Magalhães, procuramos esclarecer as dúvidas mais comuns sobre o tema, questões sobre o casamento homossexual, adoção, direto sucessório, etc. Bernardo respondeu de forma clara e concisa, fizemos muitas perguntas, o que não nos era esperado, já que tínhamos calculado em média umas cinco para aquele bloco. Ficamos um pouco confusas, até perdidas, no início, por sorte a nossa âncora, Sabrina Ribas, já tinha maior experiência na televisão e soube administrar e encaminhar nosso tempo de entrevista. No segundo bloco, fizemos um debate sobre o assunto, dessa vez sem o advogado. Estavam presentes a âncora, Sabrina Ribas, Camila Merg, Sofia Stoffel e Maximiliano Franzoi. Enquanto isso, eu e Júlia coordenávamos o tempo e a câmera. Foi um debate tranquilo, por mais que todos estivessem bem nervosos com a aparição ao vivo na tevê.

A tevê disponibiliza uma liberdade que outros veículos, como o rádio, não oferecem tanto, talvez essa impressão possa ter vindo por não termos usado ponto, e o microfone ficasse lá no alto. A câmera foi um tanto intimidadora, às vezes nossos pensamentos pareciam voar, mesmo que os olhos estivessem fixos nela. Como um programa experimental, acredito que fizemos o nosso melhor, claro, tivemos nossos momentos de crise, de pânico, etc., o tempo parecia se arrastar, mas foi um bom programa. Agradecemos aos professores pela grande oportunidade, pela paciência e o sempre bom humor!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Módulo TV

A Gravação

Gravar um boletim frente a uma câmera não é uma tarefa fácil. Diria até intimidadora. Manter a concentração diante de um objeto até então desconhecido, que ira reproduzir a sua imagem, do sucesso ou do fracasso, requer muito autocontrole. Em princípio, controlar a angústia, a ânsia e o medo, é como desafiar a si mesmo. Para estar frente a frente com um objeto captador audiovisual deve-se olhar bem para o fundo da alma, buscar coragem para manter a mente fixa, controlada, longe de sentimentos, medos e angústias.

A primeira experiência é sempre a mais difícil. Ainda mais quando se trata de estudantes, futuros jornalistas cheios de expectativa e boa vontade. A ansiedade era contagiante, todos tentavam inúmeras vezes concentrar-se no texto, mas o barulho e os nervos à flor da pele insistiam em dificultar a tarefa.

Tivemos que decorar aqueles boletins diante de todo o barulho que os colegas faziam ao ensaiar suas reportagens, o barulho das pessoas que o comentavam, e de todas as outras pessoas que passavam pela frente da Faculdade de Letras e acham o máximo ver aqueles projetos de jornalistas em frente a uma câmera. Somado à perturbação das mentes que hesitavam em manterem-se quietas e concentradas.

Estas dificuldades talvez até sejam triviais na vida de um jornalista experiente. Mas como se trata da nossa primeira vez, vale ressaltar que foi difícil. Não é fácil entregar-se de corpo e alma, deixando medos e angústias de lado para estar frente a uma câmera.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Temporal

Devido ao forte temporal de quinta-feira, as aulas noturnas da Pucrs foram canceladas. O acidente ocorrido na Avenida Ipiranga impossibilitou o trânsito e o acesso à universidade. Por intervenção da EPTC, foi solicitado à universidade, que já enfrentava problemas com queda de energia elétrica, o cancelamento das aulas.

Ou seja, não tivemos aula de Laboratório de Jornalismo na última quinta-feira. Estou ansiosa para assistir às gravações do boletim de televisão.

Um bom final de semana a todos,

Ane.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Módulo TV

Introdução

O Módulo TV foi uma breve introdução teórica à história evolutiva da televisão brasileira. O surgimento da TV brasileira passou por diversas etapas, Etilista, Populista, do Desenvolvimento Tecnológico, da Expansão Internacional, da Globalização e da TV Paga, até chegar a mais atual: a convergência da qualidade digital (1990-2000).

Em 10 de setembro de 1950, o Brasil conheceu a TV Tupi, pioneira dos primeiros processos de transmissão audiovisual à população. No princípio foi difícil o acesso aos aparelhos, em função do alto custo. Esse fator determinou o inicio de uma fase puramente etilista da televisão brasileira, onde, só quem acompanhou foi a alta hierarquia social.

Não por muito tempo. Já que, em 1964 iniciou a Fase Populista, trazendo programas de auditório voltados para o grande público telespectador popular.

Dando um pulo no tempo, em 72 a TV ganhou cores, e a partir de 1985 o mundo passou a assistir às novelas brasileiras. Escrava Isaura foi um grande sucesso, e com isso, a produção televisiva brasileira passou a ser exportada e idolatrada na China e em vários outros países.

Atualmente, o conteúdo exibido na televisão brasileira é um dos fatores de maior influência (política, consumista, cultural, etc.) sobre os brasileiros. A TV, de uns tempos pra cá, passou a ter mais importância na vida do brasileiro que o prato de arroz e feijão. Tornou-se uma droga, um vício alienador.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Módulo Rádio

As Práticas

No módulo de rádio, tivemos duas experiências práticas: a gravação de um boletim (individualmente) e a realização de uma "simulação de programa" (em grupo). Para o boletim, produzimos uma pequena notícia, nos moldes básicos da redação radiofônica - direta, objetiva, simples. A idéia era apresentar os alunos aos meio e tentar "quebrar o gelo". Pessoalmente, já tive uma breve experiência em rádio, no semestre passado, quando fiz estágio voluntário junto a RadioFam. Foi uma prática interessante, introdutória, mas importante para me familiarizar com a realidade de um programa jornalístico ao vivo. Essa experiência contribuiu principalmente para a segunda atividade do módulo rádio, a gravação do programa. Aqueles que nunca haviam estado no ar enfrentaram bem o nervosismo e tivemos resultado satisfatório, segurando o exercício sem sufoco até o final! Aqui, também produzimos pequenas notícias, em diferentes editorias. Houve mais preocupação com o aspecto vocal aqui; pudemos perceber a necessidade de melhora de dicção e impostação de voz. Por outro lado, a gravação foi mais fluida que no caso do boletim, por dispormos de maior tempo.

Acredito que para quem já era fascinado por rádio, como eu, os laboratórios aumentaram a vontade de trabalhar no meio.
(por Camila Merg)

Módulo Rádio

Possibilidades radiofônicas


Em seu texto, Magda Cunha apresenta uma clara definição para o rádio: meio de comunicação sonoro, invisível e em tempo real. Este conceito diz muito mais respeito a um modo de transmissão de informações, do que a plataforma em que se realiza ou a forma do seu conteúdo. Dito isso, é possível imaginar o rádio existindo para além do aparelhinho a pilhas. Fala-se no risco de morte das mídias tradicionais, principalmente os impressos e o rádio, e na urgência de reinvenção, como último pedido de clemência. As colocações nesse sentido são pertinentes, mas talvez seja cedo para atestar o óbito.


O rádio digital representa uma opção de reinvenção. Alia qualidade de som com a ampliação na transmissão de dados para os receptores. Se explorado seu potencial, o rádio digital pode oportunizar maior interatividade, participação de atores mais diversificados, segmentação e especialização da programação, incremento de qualidade. Por sua vez, as novas plataformas de transmissão e recepção possibilitam renovar a relação do ouvinte com o meio, atualizando-o diante dos costumes da era digital. Enfim, o rádio não deixa de o ser (sonoro, invisível, imediato); acrescenta mecanismos de comunicação a seu modo peculiar.


A previsão de manutenção do rádio entre as mídias viventes pode ser alcançada sob outra perspectiva de observação. O setor de radiodifusores, no Brasil, tem-se mostrado conservador no aproveitamento das tecnologias. No caso da transmissão digital, a preferência tem sido pelo sistema norte-americano, que permite a manutenção da estrutura existente, sem investimentos de peso, nem mudanças de freqüência. Não existe preocupação em renovar a programação e os conteúdos oferecidos. O foco é centrado na qualidade de som e na possibilidade das grandes empresas destacarem-se ainda mais. O interesse está em manter o status e evitar um excessivo acesso a produção e seleção de conteúdo. Experiências mais ousadas já podem ser vistas em partes do globo, como no Reino Unido, onde o rádio digital foi introduzido com sucesso mediante novo conteúdo e barateamento dos aparelhos receptores. Pode ser um exemplo a ser seguido no Brasil, onde a relação do ouvinte com o rádio tem muito o que render.