quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Módulo Texto
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Módulo Texto
A Procura da Mística
O jornal impresso é a expressão mais clássica da atividade jornalística. A imagem da redação povoa o imaginário com uma aura quase sacralizada. O exercício detetivesco da reportagem e a prática virtuosa da escrita assumem, frequentemente, caráter de sacerdócio. A rotina de leitura matinal do periódico, para muitos, significa um ritual essencial.
A mística construída em torno do jornalismo impresso não o isentou da crise (alguns preferem o termo ''revolução'') imposta pela Internet. A comunicação digital provocou a necessidade de adaptação das antigas mídias e ameaçam a própria existência de algumas delas. Esse é o caso do impresso, que tem sua morte anunciada com frequência. A tecnologia, contudo, oferece alternativas e propõe uma nova relação com o veículo.
A imprensa escrita comporta uma estrutura complexa de profissionais e rotinas de produção. O trabalho nunca para e é sempre pressionado pelo tempo. Se a agilidade é fundamento, o aprofundamento é característica. O texto de jornal espera-se mais completo e com alguma densidade. O seu público busca informações amplas, mas também a experiência prazerosa da leitura. Logo, o produto deve oferecer forma e conteúdo. Para alcançar o resultado, um texto de qualidade e a tempo de informar a novidade, alto custo e atividade exaustiva.
Questiona-se a validade e a possibilidade de manter essa estrutura, diante da realidade dos meios digitais. As determinantes econômica e prática já desviam um público significativo para tais meios. Como salvar o gérmen do jornalismo no contexto atual? O lançamento e aperfeiçoamento do papel digital pode ser um caminho de renovação para o suporte. Oportuniza uma plataforma eficiente, ampla e ágil para o conteúdo que hoje ainda vive nas páginas. Outra via de reflexão é a proposta e a forma do conteúdo dos jornais impressos. Em disputa com a rapidez e a objetividade das notícias presentes na Internet, o periódico diário poderia voltar-se para a análise dos fatos, explorando as colunas de opinião e grandes reportagens, ao invés do foco na notícia. Dessa forma, sugere-se uma via de "não-agressão" entre o meio tradicional e as inovações técnicas, definindo espaços específicos.
O que há de certo é que o jornalismo não permanecerá como o conhecemos; as mutações estão em pleno processo, rapidamente. Uma nova mística, inevitavelmente, será construída.
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Ana Brambilla
Jornalismo Colaborativo
Na última aula de Laboratório de Jornalismo, dia 10 de setembro de 2009, recebemos a visita da Jornalista Ana Brambilla, que é mestre em comunicação com ênfase em práticas colaborativas, e também é professora de jornalismo digital na Famecos. O texto “Jornalismo Colaborativo”, publicado por Ana, foi tema de nosso debate
Até onde esta prática é positiva ao profissional ou futuro profissional da Comunicação Social? Está foi uma das principais dúvidas que surgiu ao longo da nossa conversa com Ana. É uma questão delicada, Ana deixou claro que o seu objetivo não era influenciar-nos quanto ao seu ponto de vista, e sim, falar sobre o cidadão que contribui com informações às mídias.
O Jornalismo Colaborativo defende que todo o cidadão pode atuar como repórter. De fato, contribuem espontaneamente. Trazem informações, dados, materiais, documentos, sobre acontecimentos noticiáveis ocorridos na comunidade onde que vivem.
Confesso que existe um medo, talvez até uma desconfiançazinha, ter que dividir o mercado já acirrado com o cidadão não diplomado e contribuinte, a meu ver, é desvalorizar a nossa (no meu caso, futura) profissão. Pergunto-me o porquê da não existência da Medicina ou da Advocacia Colaborativa. Da Psicologia Cidadã, da Publicidade Participativa...
Ainda assim, retomo que é apenas um ponto de vista particular. Não significa que o cidadão contribuinte de informações seja propriamente dito um insulto, ou menosprezo a nossa profissão.
Parabéns a Ana pelo texto e pelo agradável debate.
Anelise Machado.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Módulo Web
O que fazer da comunicação digital?
A revolução tecnológica, intensificada há pouco mais de uma década pela Internet e que promete ainda inúmeros desdobramentos, é hoje um dos principais eixos de discussão no campo da Comunicação. Estão em jogo, mais do que a mudança de plataformas e novas formas de expressão, a intervenção, o caráter e a legitimidade dos profissionais comunicadores no contexto digital. Falta preparo técnico e experiência para explorar as possibilidades da estrutura digital. A relação entre os conteúdos e os indivíduos está em processo de mutação drástica, visto que os papéis de produtor-público ou emissor-receptor não são mais claramente definidos e distintos.
O trabalho do jornalista tem a sua disposição um amplo aparato de tecnologia, que nem sempre é bem utilizado por ele. Progressivamente, as gerações têm mais familiaridade com essa realidade. A web é um fenômeno cada vez mais democrático. Contudo, muitas pessoas ainda sofrem no manuseio do computador e de outros equipamentos modernos. Encontramo-nos em uma fase de aprendizado constante das possibilidades que temos a nosso alcance, principalmente porque essas possibilidades não param de crescer. O desconhecimento técnico dos profissionais reflete no mau uso ou na utilização limitada dos novos instrumentos de comunicação. Os profissionais em formação acenam com alguma esperança: são indivíduos, em sua maioria, que cresceram na era digital. É necessário, de qualquer forma, conhecer e explorar. Não é possível fazer o mesmo jornalismo, nem nas plataformas tradicionais, nem na digital. Para realizar as inovações, é urgente a educação nas ferramentas.
Por não saberem trabalhar com as tecnologias ou por não terem a noção exata das suas oportunidades, os jornalistas temem, em especial, a Internet. A ampliação da interatividade (expressão que virou clichê) a perder de vista, na medida em que todos produzem conteúdo, seria uma ameaça à atividade jornalística, segundo a classe. Grita-se a todo pulmão que é necessário marcar posição e diferenciar O Jornalismo do puro exercício-da-liberdade-de-expressão. Alguns jornalistas esperam que alguém/alguma coisa faça isso por eles, ao que parece. Mas o espaço está escancarado para a atuação dos profissionais. A Internet e todo universo das tecnologias recentes trouxe praticidade, agilidade e um campo imenso de diversificação e aperfeiçoamento da prática jornalística. Nós, comunicadores, estamos diante de um caminho que está em processo de abertura. Cabe a nós trilharmos novas trajetórias e propormos “modos de fazer” para o jornalismo, em novas relações com nossos instrumentos, nossas mensagens e nossos públicos.
Apresentações
Começamos hoje nossas postagens da disciplina de Laboratório de Jornalismo, esperando boas discussões e muita troca de informações.
Eu sou Camila Ventura, aluna do 3º semestre de Jornalismo, tentando recuperar as cadeiras que ficaram atrasadas pelo caminho... Estou começando uma nova jornada profissional, retornando aos bancos universitários. Na verdade, sou uma professora de Historia tentando aplicar um plano B. Minhas expectativas em relação à disciplina são as melhores, principalmente porque fiz muitas disciplinas teóricas e apenas agora tenho um maior contato com a prática da futura profissão. Para mim, o desafio será lidar com todo esse aparato tecnológico, que não faz parte do meu histórico e pelo qual tenho algo próximo da aversão...
Entrem e fique a vontade!
Oi, pessoal! Meu nome é Anelise Fruett Machado (mas podem me chamar de Ane). Tenho dezoito anos e estou no primeiro semestre de Jornalismo. Trago em minha bagagem a paixão pela literatura, pela língua portuguesa e pelas formas de comunicação e expressão. O ingresso à universidade, para mim, representou não só o início de uma vida acadêmica, mas também o de uma vida adulta. Espero que todos estejam gostando das aulas.
Sejam bem-vindos ao nosso blog!
