Como laboratório do módulo texto, nossa tarefa foi produzir um jornal. Fomos poupados da correria e da pressão costumeiros a uma redação. Tivemos liberdade de escolher as editorias em que trabalharíamos. De qualquer forma, foi válido como uma aproximação inicial com a produção da reportagem e do texto dos periódicos diários.
A responsabilidade de escrever algo que será publicado como informação ao público é significativa. A construção da notícia deve estar embasada em fontes confiáveis e diversas, deve ter o máximo de verossimilhança e objetividade. A notícia precisa acrescentar a quem a lê e representar o compromisso ético do jornalista. É preciso que assumamos desde logo essa responsabilidade e esse compromisso, de forma a honrar os espaços que (tomara) nos serão concedidos em nossa trajetória profissional.
A mim coube uma das colunas de opinião, que apesar de ser mais livre que as reportagens, não é isenta de exigências. A escolha do tema foi um impasse. É preciso não ser óbvio demais, nem complexo demais. O cuidado com a opinião infundada é imprescindível. As idéias próprias sempre devem vir amparadas pelo conhecimento da realidade; as idéias são a análise da realidade e não uma simples visão sobre ela. O objetivo da coluna é convidar o leitor a pensar junto, sobre o que se vê, ouve, vivencia. Esta proposta de "parar para pensar sobre algo" é extremamente prazerosa. Considero uma espécie de prêmio para o jornalista, que dá um passo além: tem a oportunidade de aprofundar a reflexão em torno as informações que averigua. E focar no texto, que para o profissional da mídia escrita é o prazer fundamental.
(por Camila Merg)

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